segunda-feira, janeiro 12, 2015

Just a Game - Triumph (1979)


                                                                                                                   De a pausa no player ao lado
Escrever sobre a minha banda preferida, o Triumph, é sempre um grande prazer. E quando o assunto envolve seu disco divisor de águas, tudo se torna uma grande viagem repleta de prazeres sonoros. Aliás, não consigo achar forma melhor de descrever o álbum JUST A GAME: uma grande viagem repleta de prazeres sonoros.
Mas porque considerar essa obra prima como um divisor de águas desse fantástico Power-trio canadense? Digamos que foi a partir dele que o Triumph encontrou sua identidade, sua assinatura rubricada no vasto mundo do Rock And Roll.
Bem, antes do Just A Game, nossos heróis Rik Emmett (guitarra e vocal), Gil Moore (bateria e vocal) e Michael Levigne (baixo, teclado e backing vocal) haviam gravado dois álbuns: In The Beginning (1976) e Rock And Roll Machine (1977). Em ambos os discos está muito claro as principais influências da banda: o empolgante Hard Rock característico dos anos 70, tocado no formato “cru” guitarra, baixo e bateria e repleto de riffs marcantes. Porém, ao ouvir as duas primeiras preciosidades da discografia do Triumph, temos a impressão de já termos contato com sonoridades muito características de outras bandas tais como James Gang, UFO, etc.

Porém, tudo isso mudaria a partir de 1979 com o álbum Just A Game. Esse, eu considero o primeiro álbum do Triumph que realmente tem a cara doTriumph (propositalmente redundante!)

Quem ouve essa verdadeira jóia, consegue perceber uma maturidade musical muito grande por parte de nossos amigos canadenses, quando a comparamos com as pérolas anteriores, lançadas em 76 e 77: melodias muito bem elaboradas, aliadas a arranjos que apesar de sua complexidade, não perdem em feeling. Inclusive, se eu fosse definir o disco JUST A GAME numa única palavra, com certeza, eu diria feeling.
E é esse feeling que lhe rendeu obras-primas tais como Hold On, Just A Game e a matadora Lay It On The Line que considero uma das mais belas e perfeitas baladas da história do Rock. Isso sem falar no maravilhoso blues entitulado Young Enough To Cry e a faixa que abre esse maravilhoso disco: Movin’ On.
O Triumph teve um diferencial simplesmente matador, na minha opinião: um baterista fantástico chamado Gil Moore, que canta maravilhosamente bem, e um guitarrista virtuoso que possui em sua voz um alcance de notas agudas primordial, e que trabalha esses agudos com extremo bom gosto. Seu nome: Rik Emmett.

Aliás, o Just A Game também serviu, ao meu ver, pra que a divisão das músicas (quem vai cantar qual som) fosse melhor balizado para que fosse extraído o máximo do talento desses dois músicos extraordinários.

Bem, de resto, é ouvir e se deleitar com esse néctar fonográfico chamado JUST A GAME. Com certeza, um dos três discos que iriam comigo para uma ilha deserta.
por:dudé

3 comentários:

  1. Marcio Garcia/Baleia Mutantesegunda-feira, maio 30, 2011 9:47:00 PM

    Perfeito seu comentário Dudé, essa banda é show, inclusive no meu playlist que eu enviei pra stockrock a algumas semanas, adivinha qual musica tem lá do triumph : Lay it on the line ..... abraços

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  2. Muito legal o álbum e o post! Marcio, aproveito a ocasião e dizer que sua playlist vai rolar nesta sexta feira!
    Abraços e até

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  3. Marcio Garcia/Baleia Mutanteterça-feira, maio 31, 2011 9:55:00 AM

    Valeu Juniorock, eu vou divulgar pros amigos acessarem a stockrock !!!! abraços

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