terça-feira, abril 08, 2014

DIO - This Is Your Life - Tributo

Salve StockRockers!Foi lançado mais um tributo a Ronnie James Dio com vários caras do meio do rock.Um álbum interessante. Confiram a resenha de Eduardo Guimarães do site http://www.territoriodamusica.com/.Eu concordo em boa parte com a resenha muito bem escrita.Neste caso, o que vale mesmo são as pessoas do meio do rock se mobilizarem desta forma para homenagear esta verdadeira lenda do Heavy Metal chamada DIO!

Se você começou a ler esse texto, vou poupar tempo e me permitir cometer o erro jornalístico de imaginar que você sabe bem quem foi Ronnie James Dio, o melhor vocalista da história do hard/metal, e sua importância ao longo de mais de 50 anos dedicados à música.
Independentemente do resultado final deste tributo, ele tem o mérito de prestar mais uma homenagem ao falecido vocalista, além de arrecadar verba para a Stand Up and Shout Cancer Fund, fundação sem fins lucrativos criada para apoiar, inclusive financeiramente, pesquisas de prevenção e rápido diagnóstico do câncer. Dito isso, vamos ao disco.

A edição padrão em CD traz 14 faixas, entre gravações inéditas e covers já lançados anteriormente em outros álbuns. Vou me ater às versões inéditas.

O disco começa com um cover feito pelo Anthrax para “Neon Knights”, do álbum de estreia do Black Sabbath com Dio, “Heaven and Hell”. A música é extremamente fiel à original inclusive no solo de guitarra. Bom começo, mas não trouxe nada de novo.

Em seguida vem o Tenacious D, projeto musical do ator Jack Black, com “The Last in Line”. Alguns podem questionar a presença do grupo no tributo. A versão apresentada também não foge muito do original, mas surpreende pelo solo, não de guitarra, mas de flauta! Quando ouvi pela primeira vez, achei que fosse algum vendedor de biju passando por perto. Jack Black não é conhecido por seus dotes vocais e isso fica latente nesta versão. Curiosa, mas dispensável.

Quando soube da participação de Corey Taylor no disco, não imaginei que o vocalista desempenharia um papel positivo. Afinal, Slipknot não tem absolutamente nada de Dio, Black Sabbath e muito menos de Rainbow. Mas o resultado foi satisfatório na releitura para o clássico “Rainbow in the Dark”.

A banda Halestorm apresenta uma versão fraca de “Straight Through the Heart”. Falta peso, falta a paixão que Dio aplicava em todas suas músicas, baladas ou porradas. A vocalista Lzzy Hale até tenta, mas o conjunto da obra simplesmente não convence.

A primeira boa surpresa do disco é a improvável junção de Biff Byford, do Saxon, em uma ótima performance de “Starstruck”, do Rainbow, com o instrumental provido pelo Motörhead. Excelente, ainda que o vocal de apoio de Lemmy nos refrãos tenha soado um tanto estranho junto com a voz de Byford.
A próxima é, provavelmente, a música que mais se encaixou no estilo original da banda: “Temple of the King”, com o Scorpions. O belo clássico do álbum de estreia do Rainbow parece ter sido feito pela banda alemã. Rudolf Schenker e Matthias Jabs se apropriaram da canção perfeitamente, ainda que - obviamente - ela tenha perdido algo com a falta da linha de guitarra tão característica de Ritchie Blackmore.

Na sequência temos músicos que já tocaram com Dio em diferentes períodos, Simon Wright, Craig Goldy, Rudy Sarzo e Scott Warren acompanham Glenn Hughes na emocionante “Catch the Rainbow”. Apesar do instrumental perfeito, Hughes abusa nas vocalizações em todas as partes instrumentais da canção. Alguém pode alegar que isso é uma característica de Hughes e a própria versão original tem isso, é verdade, mas neste caso específico o exagero prejudicou um pouco. Se segure Mr. Hughes!
Os tempos de Sabbath voltam à tona com “I”, faixa do excelente e um pouco subestimado “Dehumanizer”, de 1992. Oni Logan, do Lynch Mob, faz um bom trabalho junto com os músicos Jimmy Bain, Rowan Robertson e Brian Tichy. Também bem fiel ao original e sem decepcionar.

Por falar em decepcionar... Vinny Appice, Doug Aldrich, Jeff Pilson e Scott Warren acompanham ninguém menos que Rob Halford em “Man on the Silver Mountain”. Talvez a expectativa tenha criado um monstro, mas a realidade é que o vocalista do Judas Priest faz uma participação apagada, quase tímida, o que não combina com seu histórico, nem com o de Dio.

Para fechar a lista de gravações inéditas o Metallica toca um medley que reúne as duas obras-primas do Rainbow, “A Light in the Black” e “Stargazer”, junto com “Tarot Woman” e “Kill the King”. A banda conseguiu imprimir sua identidade às músicas e fez um bom trabalho com o instrumental. O que não se encaixou muito bem em alguns momentos foi o vocal de James Hetfield, principalmente quando o vocalista tenta cantar em tons mais altos, como em “Stargazer”. Afinal, sabemos que isso não é com ele.
A edição digital traz como bônus uma excelente versão para “Buried Alive”, do Sabbath, com o vocalista Jamey Jasta, do Hatebreed.

Completam o álbum algumas músicas já conhecidas por terem sido lançadas em discos das próprias bandas, como a boa “The Mob Rules” com o Adrenaline Mob, e a excelente “Egypt (The Chains are On)”, com a Doro, incluída originalmente no tributo “Holy Dio”, lançado em 2000. 

Se o “Holy Dio” foi excelente e o “Magic: a Tribute to Ronnie James Dio” - lançado em 2010 com produção de Joey DeMaio, do Manowar - foi um fiasco total, podemos dizer que este novo tributo é o meio termo, com altos e baixos, mas que ainda assim mostra a força da influência de Ronnie James Dio.


Nenhum comentário:

Postar um comentário