sábado, junho 01, 2013

Deep Purple:made in japan


O ano era 1972. O Deep Purple estava no auge de sua carreira, com a entrada de Ian Gillan nos vocais e Roger Glover no baixo, formação chamada de MK II (Ian Gillan (vocal), Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclado), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria), que esteve em atividade de 1969 a 1973). A musicalidade da banda fluiu como nunca, incorporando peso e técnica na medida certa. Em pouco tempo, a banda havia lançado uma obra prima após outra: “In Rock” (1970), “Fireball” (1971) e, principalmente, “Machine Head” (1972).Base do tracklist do Made in Japan, E durante a tour deste último, no Japão, foram registrados, pelo engenheiro de som Martin Birch, quatro shows que serviriam de base para um álbum ao vivo. Da primeira apresentação quase nada se aproveitou, dada a timidez dos músicos com o fato de estarem sendo gravados. Em compensação a tal timidez desapareceu na segunda apresentação. O Purple construiu um dos maiores exemplos de até onde uma banda pode chegar em termos de genialidade e melhorar canções que já eram excepcionais em suas versões originais. Nascia “Made In Japan”, que inicialmente seria lançado apenas em terras nipônicas, mas dada a qualidade inegável das gravações, acabou sendo lançado também no resto do mundo.
Made in Japan é considerado para muitos um dos melhores álbuns ao vivo, que para mim é indiscutivelmente o melhor álbum ao vivo de todos os tempo em muitos aspectos: Qualidade do som, desempenho da banda, improvisos e arranjos novos, e a genialidade dos membros que nesses dias estavam muito inspirados. (15,16 e 17 de Agosto de 1972)


O álbum começa com ¨Highway Star¨ com uma versão diferente, mais rápida e vigorosa. Em seguida ¨Child In Time¨ que tem um clima todo peculiar, nessa versão o clima ficou mais clima ainda. No entanto o vocal de Ian Gillan merece destaque.Gillan colocou uma voz nessa canção com variações vocais incríveis, e agudos impressionantes .Não é a toa que era chamado de ¨Silver Voice¨. Tudo isso para entrar um dos riffs mais importantes do rock¨Smoke on the Water¨, também com modificações em sua versão original a começar pela introdução onde Blackmore faz o que mais sabe e gosta de fazer. Ser o centro das atenções,e isso é com ele mesmo,as vezes exagerando chegando a tal estrelismo que acaba por distorcer tanto do original que `estraga´.Não é o caso desse álbum, tudo mas tudo mesmo que Blackmore fez nessas noites foram algo da mais profunda inspiração e domínio do instrumento.
¨The Mule¨ mostra que o Purple tinha um cara extraordinário da bateria. A começar que ele é canhoto.A disposição das peças da batera , a maneira que Paice batia nelas eram cativantes.Feeling ,técnica e velocidade á esbanjar.Essa faixa que tem a duração de 9min.49seg. Ian Paice é o dono da festa. Em ¨Strange Kind of Woman¨ o destaque fica para o duelo de Blackmore e Gillan, a guitarra contra os agudos. No final da música Gillan da um grito impressionante,longo com nuances vocais memorável,o melhor registro desta canção em todos os tempos.É hora do blues/rock, entra em ce
na ¨Lazy¨,Jon Lord improvisa o tema principal viajando no universo de seu Hammond.Virtuose que vem em maior dosagem em ¨Space Truckin¨ , nesse momento Lord parece pilotar uma nave espacial prestes a decolar. Todos os integrantes se entregaram ao rock n´roll e deram tudo, improvisos geniais são 19min.41seg. de música, muito maior que versão original e uma verdadeira aula.
A versão mais recente do Made in Japan em CD traz a adição de “Speed King” do álbum In Rock, “Black Night” que só havia saído em Compacto (Single) e a cover de “Lucille”, de Little Richards, uma verdadeira festa no palco rock n´ roll na essência com toda irreverência de uma banda de rock.

Este é o meu inseparável ¨ Made In Japan¨ Original da época, com todos o ¨placks¨e chiados conseguidos após ouvir muuuuito.

Grande abraço a todos e até mais.Keep on Rock!
por: vermelho

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