domingo, junho 16, 2013

Burn - Deep Purple

Há músicas que viram clássico, que marcam uma época, e o tempo somente fortalece essa condição! Vira uma referência! Torna-se querida por várias gerações. Não somente pela qualidade da composição, da estrutura, melodia, harmonia da música, mas também pelo carisma da banda, técnica instrumental, da mensagem que a letra transmite, um conjunto de fatores contribui para isso. No clássico dessa postagem, vamos falar sobre “Burn” presente no álbum de mesmo nome, oitavo de estúdio do Deep Purple, sendo lançado em fevereiro de 1974. Como história pouca é bobagem, vale destacar que esse clássico foi gravado na cidade de Montreux na Suíça, no Rolling Stones Mobile Stúdio, como você pode observar na figura abaixo. Nesse estúdio sobre rodas foram gravados grandes discos.

Esse álbum marca o inicio da formação conhecida como Mk III com: David Coverdale (vocal); Ritchie Blackmore (guitarra); John Lord (teclado); Glenn Hughes (baixo/vocal); Ian Paice (bateria). Coverdale entra para a banda em 1973, até então, apenas um jovem talento. Hughes veio do Trapeze, onde tocava baixo e cantava. Foram estas qualidades que motivaram John Lord e Ian Paice, que o convidaram para entrar no Deep Purple. David Coverdale e Glenn Hughes entram respectivamente nos lugares de Ian Gilan(vocal) e Roger Glover (baixo). Essas mudanças levantaram dúvidas e incertezas sobre o futuro da banda. Afinal estavam saindo Gilan e Glover. Gilan um excelente vocalista e front man da banda, e Glover um grande músico e compositor.

Mas, o que esperar dessa nova formação? A mudança evidentemente trouxe uma nova dinâmica. Coverdale chegou a escrever 4 letras diferentes para a música que se tornou “Burn” de tão empolgado que estava. Hughes além de cantar muito, fazia backing vocals com maestria, e levou uma veia soul music&blues, acrescentando groove e enriquecendo ainda mais a sonoridade da banda. Agora o Deep Purple contava com 2 grandes vocalistas. A música em si, mostra um riff atômico, avassalador e com uma intensidade que parece aumentar a cada segundo que passa. Aqui souberam usar com sabedoria os vocais Coverdale&Hughes. O contraste de vozes, principalmente em apresentações ao vivo de “Burn”. A poderosa voz, mais grave de Coverdale, e Hughes entrando com agudos afiadíssimos nos momentos de pico. Sensacional o dueto. Isso sem contar o virtuosismo instrumental de Ritchie Blackmore, Jon Lord e Ian Paice. 100% de pureza hard rock, e como poucos o Deep Purple sabe utilizar elementos da musica clássica&erudita e fazer um hard/heavy classudo. Uma avalanche sonora.  Burn levanta até “defunto”, e mesmo quem não gosta de rock, não fica indiferente a musica. Abaixo você confere uma apresentação da banda no Califórnia Jam em abril de 1974.

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Por Juniorock
juniorock@stockrockradio.com.br

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