domingo, novembro 04, 2012

Elephant – The White Stripes

“Elephant” é o quarto álbum de estúdio dos White Stripes, e foi lançado em 2003 pela gravadora V2 Records.  The White Stripes é a banda formada em 1997 na cidade de Detroit (EUA), por Jack White (vocal/guitarra/piano) e Meg White (bateria/vocal), ou seja, uma dupla. Aqui está o maior mérito da banda, ser uma dupla. Isso deixa a sonoridade deles com uma originalidade impar. Muitos poderão dizer: “Essa mina não toca p..rra nenhuma”! Mas o que vale aqui é a sintonia, a cumplicidade. Jack sabia muito bem disso quando formaram a banda. Meg com sua batida simples, direta, e por vezes ingênua é a medida exata para Jack talentoso guitarrista e compositor, alçar voos livremente. Eles se completam. Lembrando que, achavam que Jack e Meg eram irmãos, mas, na realidade eles são ex-marido e ex-mulher. Em “Elephant” parecem ter encontrado o ponto alto da sua música, demonstrando o ápice do amadurecimento e entrosamento. A tônica do álbum é o rock de garagem (aquele rock cru, direto, com certa pegada punk, repleto de guitarras distorcidas) calçado no blues, mas muito bem produzido pelo próprio Jack White. Uma observação sobre a produção do álbum merece destaque. No encarte do Cd, há a seguinte menção: “Nenhum computador foi usado durante a composição, gravação, mixagem ou masterização do disco”. O que reforça a tese da originalidade da banda e imenso talento de Jack White, também fazendo o papel de produtor.
Diversidade é a palavra que me ocorreu para resumir as faixas que compõe o álbum. Cada faixa tem uma levada, uma tonalidade diferente. Todas as faixas são composições de Jack White, exceto a belíssima versão de “I Just Don’t Know What To Do With Myself” de Burth Bacharach, grande pianista, compositor, e produtor norte americano. Essa faixa conta com o vocal de Jack, começando como um poema, de forma suave, uma delicada flor, que ao longo da faixa vai desabrochando, se tornando um rock totalmente rebelde, cheio de distorções. O vocal de Meg entra na faixa “In The Cold. Cold Night e no dueto vocal com Jack no descontraído blues “Well It’s True That We Love One Another”. Ela dá um toque delicioso de graciosidade e leveza ao álbum.
The White Stripes nos Simpsons
Não dá para destacar uma faixa, num disco dessa qualidade. Vou citar “Seven Nation Army” que tocou a exaustão nas rádios do planeta, e nas MTV’S. Com aquela linha marcante de baixo, que na realidade é Jack fazendo som do baixo na guitarra, e a marcação da bateria bumbo/caixa, culminando com a explosão da guitarra. Mesmo que você não conheça a banda, em algum lugar você ouviu essa. Uma sonzeira que já virou clássico. “Ball and Biscuit” vale a menção por ser um power-blues incrível, onde Jack desfila seus riffs e solos contagiantes. Um grande mérito é a dupla soar como se fosse uma  banda completa com vários instrumentos. "Elephant" é de fácil digestão, típico álbum que agrada até quem não é da praia “rock”. Até os metaleiros mais ortodoxos correm o risco de gostar de Elephant. Na primeira década nos anos 2000, na era do rock modernista, onde o cenário estava escasso de bandas do estilo, andava rolando muita musica pop descartável feitas para tocarem em FM, e a música eletrônica começava roubar a cena nas festas, shows, eventos, raves, enfim a música do momento; White Stripes e Elephant foram seguramente uma das melhores coisas que aconteceram no inicio dos anos 2000 e considero estar entre os melhores álbuns da década. Qualidade: Puta Soom!
 
Capa do álbum "Elephant"

Não esqueçam de dar pause no Play da rádio.
Aqui você ouve "Elephant" na integra.
 
Por Juniorock
 

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