quarta-feira, junho 29, 2011

StockGuitar: Simuladores


A tecnologia chegou a tal ponto, que por menos de 300 reais podemos adquirir aparelhos que reproduzem com muita competência o som de amplificadores vintage, pedais consagrados e até podem mudar o tipo do captador da guitarra.
Os simuladores de amplificadores e pedais foram popularizados de uma tal maneira, que hoje aparecem até na forma de aplicativos para celular, porém aí vem a pergunta cruel: "Isso funciona mesmo?" 
Então vamos lá, a resposta é: "Sim, funciona". Porém, no universo dos guitarristas, não existem verdades absolutas, então vamos discutir o tema.
Pela minha experiência, constatei que os simuladores são ferramentas maravilhosas para gravações, pois não é em qualquer situação que você pode entrar numa sala de estúdio apropriada, com amplificadores, falantes e caixas apropriados, microfonação apropriada e, principalmente, um técnico apropriado.
Os simuladores que existem no mercado são modelados a partir de amplificadores e pedais famosos em situações de microfonação de ótima qualidade, com diversas variações dentro dos padrões sonoros que estamos acostumados a ouvir nas mais famosas gravações.
A chance de acertar é muito maior! Então quais são as desvantagens?
Quantos de nós já tocou num Vox AC30 1966, num Fender Deluxe Reverb 1965, ou num Marshall Plexi 1968 com falantes Celestion Greenback? Isso sem contar os pedais vintage e de Butique...
Como podemos saber o que se encaixa melhor em situações distintas? É claro que, se você vai gravar um cover dos Beatles ou do Hendrix, você já sabe o que vai usar (inclusive existem até pedais e softwares específicos que copiam o timbre de guitarristas famosos), mas se você busca sua identidade, o negócio complica. Pra perder a referência, é 2 minutos...
O ideal é estudar bem o seu equipamento e o resultado que quer obter antes de entrar no estúdio, ou então aceitar as sugestões do técnico responsável pelo equipamento a ser usado.
E ao vivo?
Sinceramente acho meio contraditório ligar um simulador de amp num amp. Tem gente que diz que acha melhor enviar o sinal já processado para a mesa e se ouvir pelo retorno. Vai falar isso pro Jeff Beck, pro Ritchie Blackmore, pro EVH!
Acho que a experiência de sentir a resposta das válvulas de um ampli de verdade, o coice dos falantes e o feedback natural, é o que faz o ato de tocar guitarra uma coisa tão especial e intensa, porém muitas gigs não permitem que isso aconteça.
Muitos guitarristas são obrigados a se comportarem como simples funcionários em certos trabalhos, aí é aquela coisa: "Quer um som limpo de Jazz Chorus? Quer uma distorção estilo Steve Lukather? Quer o som do Ximbinha?" Tá tudo ali! Nos simuladores de hoje em dia tem de tudo!
O importante é não dar as costas à tecnologia e não ser preconceituoso. Experimente o mundo real e o virtual e nunca pare de procurar o timbre ideal.
por:Fares Jr.

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