quarta-feira, maio 11, 2011

StockGuitar: Guitarra Synth,mais uma ferramenta

Quando os sintetizadores para guitarra se popularizaram, muita gente torceu o nariz e torce até hoje. A verdade é que se pode pensar em guitarra synth de duas formas: como um universo de sons a serem explorados para expandir as possibilidades de criação, ou como uma ferramenta de trabalho.
Quando tive a oportunidade de adquirir um módulo Roland GR9, há 15 anos atrás, não sabia direito o que fazer com aquilo. Estava muito envolvido com uma banda que tocava covers de Rock nos bares da cidade e comecei a fazer experimentos tentando reproduzir os teclados, sopros e efeitos que existiam nas músicas do repertório, já que não tínhamos tecladista. Nunca havia visto ninguém usar o GR dessa forma, então tive que pesquisar e apanhar muito no começo.
Comecei a levar tão a sério o negócio, inclusive efetuando gravações e apresentações com diferentes músicos, que passei a ser chamado para diversos trabalhos em função disso.
Vou tentar passar um pouco da minha experiência pra quem pensa em adentrar esse universo.
- Apesar de os sintetizadores serem muito populares na forma de teclados, existem alguns sons e instrumentos que podem ser melhores interpretados com a guitarra synth, como os instrumentos de sopro. A dinâmica da guitarra e a forma de tocar, com bends e vibratos muito expressivos, facilita a execução de um solo de sax, trombone, trompete e o torna muito mais convincente que um teclado. Os timbres de sintetizadores solo, como os Moogs ou outros, ficam muito legais também.
- Para executar pianos, pads e harmonias de teclado em geral, há uma barreira às vezes impossível de quebrar, que é a maneira que se toca esses instrumentos, (que possuem uma extensão maior que a guitarra) com muitos dedos fazendo os acordes . Na guitarra só usamos 4. O que ajuda bastante é programar o módulo para que as cordas E e A fiquem uma oitava abaixo, simulando a mão esquerda do pianista.
- A regra geral é ser coerente com a maneira que o instrumento a ser reproduzido é tocado. Grande parte dos instrumentos de sopro é monofônica, então você não vai querer fazer um acorde usando som de saxofone, por exemplo. Não fica coerente também, usar bends e vibratos nos sons de piano, órgão, clavinets.
- Acordes de piano, normalmente tem inversões diferentes da guitarra, então estude algumas inversões que funcionem melhor e preste atenção na mão direita. Tente usar os dedos para tocar sons de piano, não use aquela palhetada básica de violão...
- Tocar um Hammond já é bem diferente de tocar um piano. Ouça Deep Purple, por exemplo e repare que os acordes são muito mais próximos dos Power Chords usados na guitarra. Tente reproduzir as pancadas e arrastadas no teclado com suas cordas.


Por hoje é só, valeu amigos!


por:Fares Jr.







2 comentários:

  1. esse comentário veio a calhar...eu sou um que ando babando atrás de um violão caimbé p usar com uma pedaleira da roland, talvez o Gr-20 com a finalidade de fazer acústicos sozinho, o que vc acha disso? é válido, ou é viagem?
    Ackua

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  2. Bem válido. Enriquece muito, principalmente quando se quer fazer um dedilhado e deixar uma "cama"de strings ou algum pad. É só não abusar

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