quarta-feira, abril 06, 2011

StockGuitar:A Guitarra e a “MODA”

Sabemos que as bandas de Rock têm sido formadoras de opinião há várias gerações. Há décadas que os jovens copiam suas roupas, seus cabelos, tendências e principalmente, suas guitarras. Quando o Rock apareceu, ele chegou acompanhado predominantemente pelas guitarras Acústicas e Semi Acústicas, que ditaram as regras até durante a maior parte da década de 60, reforçadas pela banda de maior influência de todos os tempos, os Beatles. Isso fez com que o mercado de guitarras funcionasse de uma maneira que atendesse à demanda dos músicos e as fábricas em todo o mundo davam prioridade para esses modelos. Porém, na Inglaterra,(que se tornou o berço das novidades na música pop) os novos artistas tinham influências que os próprios jovens americanos desconheciam: os guitarristas negros de Blues. Em busca dessa sonoridade diferente, os Ingleses começaram a usar as guitarras sólidas americanas e ao mesmo tempo surgia na Europa nada menos que Jimi Hendrix, o Deus da guitarra, que revolucionaria o mundo com sua Fender Stratocaster. Começaria aí o quase inabalável reinado das Fenders e Gibsons. Durante um bom tempo, os guitarristas mais influentes usavam essas guitarras, os jovens guitarristas buscavam esses modelos e as outras marcas de guitarras copiavam ou inspiravam-se basicamente neles. Nenhuma novidade emplacava no mercado sem a bênção dos nossos ídolos e, os Srs Clapton, Page, Blackmore, Beck e seus mais ilustres seguidores não largavam suas velhas guitarras. Então apareceu o garoto Eddie Van Halen, destruindo Gibsons e Fenders para montar suas “Frankensteins”. Ele destruia em todos os sentidos e passou a ser a maior referência da época (final dos anos 70). Desenvolveu uma guitarra em cima de uma Stratocaster, mudando a captação, o shape da escala , o sistema de alavanca e “o visual”. Suas mudanças tinham fundamento e, não apenas os músicos como as fábricas adotaram essas mudanças. Até grandes icones da guitarra se renderam essa época e deram uma voltinha em guitarras tipo Strato com um humbucking na ponte e alavanca Floyd Rose. Durante os anos 80 tudo era permitido. Pinturas personalizadas, formatos malucos, configurações não convencionais, diferentes materiais. Nessa época a Fender e a Gibson viveram uma época negra. A Fender teve sua fábrica Americana parada por 2 ou3 anos e a Gibson fechou uma de suas fábricas. Uma guitarra Kramer ou Jackson chegou a custar mais caro que uma Gibson Les Paul. Os modelos SG, Explorer e Flying V ajudaram a segurar a onda da Gibson, pois eram usados por várias bandas Metal da época. Até que, na virada da década, surgiu o movimento Grunge. Os jovens de Seattle além de ressuscitarem as camisas xadrez de flanela, ressuscitaram também as velhas Les Pauls e Stratocasters. Tínhamos também Slash e Zakk Wylde fritando suas Gibsons….foi uma volta às origens que trouxe para o topo nossas velhas conhecidas. Durante os anos 90, a marca Ibanez fez uma manobra de marketing, que a tornou uma gigante no mercado e serviu de modelo para outras fábricas: contratou a maioria dos melhores guitarristas do mundo e desenvolveu modelos exclusivos para eles. Os modelos assinatura de Steve Vai, Joe Satriani, George Benson, Pat Metheny, Frank Gambale foram ótimas alternativas do mercado às tradicionais Fenders e Gibsons. Hoje em dia temos de tudo no mercado, mas podem ter a certeza que a “moda”continuará a definir os padrões até no mundo da guitarra.

por: Fares Jr.

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