segunda-feira, novembro 01, 2010

The Piper At the Gates Of Dawn:PINK FLOYD


O distante ano de 1967 foi um marco na história do rock. O mundo presenciou o lançamento de álbuns das maiores bandas/artistas do mundo. Verdadeiros clássicos. Apenas para ilustrar, vejam alguns dos lançamentos:
• Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (The Beatles) precisa comentar a grandeza desse álbum?
• Are You Experience? (1º disco Jimi Hendrix)
• Disraeli Gears (Cream)
• Flowers (Rolling Stones)
• The Doors (1º disco The Doors)
• Something Else (The Kinks)
• The Who Sell Out (The Who)
É moleza? Ou querem mais?...rs
Citei estes álbuns, mas houve dezenas de excelentes lançamentos. Diante desse contexto, dessa fartura de clássicos, o álbum do Pink Floyd “The Piper At The Gates Of Dawn” lançado em 1967, é uma obra ofuscada, meio que esquecida, pouco comentada, e nem todos conhecem. Bom, meio que esquecida, pouco comentada, entre aspas, menos para os fãs e apreciadores do Pink Floyd e do rock em geral.
1967 era o auge do Verão do Amor, do movimento hippie, da contracultura, da paz e do amor, do psicodelismo, inicio dos grandes festivais, dos movimentos políticos e culturais, guerra do Vietnã, enfim, o mundo estava em ebulição e transbordava nas idéias, nas artes, nas drogas psicodélicas, na sociedade, e não poderia deixar de fervilhar na música. O planeta Terra explodia em cores e em formas!
Em Londres essa agitação toda era chamada de “swinging london”! Comento isso, para vocês terem uma idéia do cenário em que este disco foi concebido.
Minhas maiores motivações para falar desse disco são:
1) Oportunidade de apresentar o trabalho de Roger Keith Barrett (mais conhecido por Syd Barrett), vocal, compositor genial, guitarrista e membro fundador do Pink Floyd; um Syd Barrett ainda lúcido e muito criativo, na plenitude de suas faculdades mentais. Uma vez, que é de conhecimento geral, que Syd, devido ao uso abusivo de drogas psicodélicas (entre elas LSD), e dizem alguns, que também devido ao fato de perder o pai aos 12 anos, causaram traumas que contribuíram para um “surto” psicótico. Isso contribuiu para que Syd saísse do Floyd no auge, já que estava sem condições nenhuma para prosseguir.
2) Aos mais jovens (20 anos ou menos) terem oportunidade de conhecer esse clássico, que influenciou muita banda por ai.
3) Um maravilhoso “remember” para os roqueiros macacos velhos de plantão, amigos do stock rock!
Nesse álbum Syd Barret é autor de todas as faixas, exceto “Take Up Thy Stethoscope & Walk” autoria de Roger Waters.
No conceito desse álbum não há nada de comercial. Pink Floyd nessa época era uma banda que tocava no cenário underground londrino, portanto fazia música underground, para um público igualmente underground. Não havia preocupação com modinha ou modismos. A intenção do Floyd era de pura experimentação, sem limites! Desbravando as fronteiras da mente. Uma busca por novas percepções.
Algumas letras tratam do universo mitológico britânico. Um universo habitado por fadas, gnomos, unicórnios, cavaleiros das brumas e espantalhos. Em “Astronomy Domine” falam de estrelas, planetas, galáxias, águas geladas subterrâneas. Psicodélico? Bota psicodélico nisso!... Em apresentações ao vivo faziam longas passagens instrumentais.
Os instrumentos são levados ao extremo da experimentação (vocais também), interagindo entre si, buscando sons/notas/acordes exóticos, bizarros, indecifráveis, sinistros, envolventes. Uma aventura fascinante de sons que surpreendem, construindo o clima perfeito para um som espacial, intergaláctico. Talvez venha desse primeiro álbum do Pink Floyd o rótulo de Space Rock! Ou ao menos contribuiu muito para esse rótulo. Há nas faixas, uma ambientação futurista, de vanguarda. As faixas como “The Gnome” e “Bike” fluem num clima descontraído de irreverência, isso é uma característica (canções lisérgicas) em algumas composições de Barrett.
É óbvio que Syd Barret foi uma enorme influência nos rumos que o Pink Floyd viria a trilhar no futuro, mas as faixas “Astronomy Domine” e “Insterstellar Overdrive” podem ser consideradas como grandes pilares da sonoridade e rumos do Floyd nos anos vindouros.
Quando você coloca o disco para rolar, seja em vinil, cd, mp3, tente ouvir direto e reto, sem interrupções, do inicio ao fim. Sem perceber, você estará totalmente envolvido nas músicas. Começa uma faixa, entra outra, você nem se dá conta! Apertem os cintos ou não, curtam essa viagem fascinante! Abraços e até! QUALIDADE: CLÁSSICO DO ROCK

Faixas:
1) Astronomy Domine 4:11
2) Lucifer Sam 3:08
3) Matilda Mother 3:09
4) Flaming 2:46
5) Pow R. Toc H. 4:27
6) Take Up Thy Stethoscope & Walk 3:06
7) Interstellar Overdrive 9:41
8) The Gnome 2:14
9) Chapter 24 3:43
10) The Scarecrow 2:11
11) Bike 3:23

Formação:
Syd Barret:Vocal/guitarra.Roger Waters:Baixo/Vocal.Richard Wright:Teclados.Nick Mason:Bateria
Obs: não deixem de conferir a versão ao vivo “Interstellar Overdrive – Parte 1“ e “Interstellar Overdrive – Parte 2”, uma amostra da “swinging London”!

Por Juniorock

3 comentários:

  1. vige maria..mais ácido que este disco não existe!!!parabéns Junão!!mais uma dos caras cabeçudos!!rsrsrs

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  2. Valeu Arnaldo pelos comentários! Pois é, ..rss..fizemos aquele especial do Floyd na rádio lembra?..rsss tinha The Gnome!!

    Abraços
    até

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