segunda-feira, outubro 11, 2010

Rory Gallagher: Irish Tour 74


Rory Gallagher em minha modesta opinião é um dos melhores guitarristas que o mundo conheceu. Nascido na Irlanda em 02 de março de 1948, Gallagher começou a fazer sucesso na banda Taste também de origem irlandesa. Taste tocou no célebre Isle of Whigt Festival , na Inglaterra em 1970.
Vale ressaltar que nesse disco, Rory já havia deixado o Taste, e formado sua própria banda. Esse disco nasceu das apresentações que Rory fazia pela sua terra natal. Nessa época tocar na Irlanda era muito perigoso. O cenário em Belfast e por toda Irlanda era de guerra civil. Havia exército na rua, e o risco de ataques terroristas do IRA. No entanto, Rory, foi levar sua música, um pouco de diversão e entretenimento para seu povo. O álbum mostra registros das músicas gravadas ao vivo destes shows realizados pela Irlanda.
São momentos de rara emoção, tal o sentimento envolvido em suas apresentações. Rory Gallagher tem o raro poder/habilidade de expressar-se através da guitarra. Seus timbres e acordes são únicos, cristalinos, e tem uma profundidade impar.
Quero destacar aqui que Irish Tour 74, não é somente Rory. O time que o acompanha é de muita “responsa”. Uma fusão explosiva de blues com a maior pegada roqueira, e adicionando o velho folk.
O disco todo apresenta excelentes faixas, onde notamos a excelência, a grandeza de Rory Gallagher, mostrando toda sua técnica, virtuose e harmonia.
Mas, vale aqui falar sobre algumas faixas, pois são o ponto alto do disco, e de suas apresentações pela Irlanda:
¨Tatoo ‘ D Lady¨ : Tem uma levada bem contagiante, muito rock ‘n roll, a La ¨Jerry Lee Lewis¨ e seu piano atômico, mas com o peso e o selo Rory, destacando a parte instrumental, com os pianos e a guitarra ditando o ritmo.
¨Too Much Alcoho
l¨: Totalmente bluseira, daqueles do Delta do Mississipi. Rory mostra seu talento de blues man cantando e tocando com muita técnica, devoção à música, slide, tudo que tem direito. De chorar!
¨A Million Miles Away¨: Isso é um clássico do rock. Se tivesse uma faixa para representar essa excursão pela Irlanda, me arrisco a escolher esta. Trata-se de uma balada blues/rock, onde seu grupo segura a onda, enquanto Rory desfila seus timbres mágicos, únicos e cristalinos, com longos solos, e uma excelente passagem instrumental.
Qualidade PUTA SOM...MÊU

Formação da banda : Irish Tour 74
Rory Gallagher : vocal, guitarra, harmônica
Gerry McAvoy: baixo
Lou Martin: teclados, piano
Rod de ‘Ath: bateria

Track List:
1) Cradle Rock
2) I Wonder Who
3) Tatoo’ D Lady
4) Too Much Alcohol
5) As The Crow Flies
6) A Million Miles Away
7) Walk On Hot Coals
8) Who’s That Coming
9) Back On My Stompin’ Ground
10) Maritime
Obs: Lembrando que há um DVD com direção de Tony Palmer, que é um documentário dessa excursão. Vale à pena conferir!

por:JuniorocK

4 comentários:

  1. Boas!
    Juninho,
    Mais uma vez como sempre mandaste muitissimo bem my friend...Não basta ser Irlandês, nem tampouco cantar música de proletariado ou mesmo ter participado do festival da "ilha" juntamente com The Who - Taste tem um dos melhores timbres de Fender que já ouvi em guitar Blues/Rock. Rory Galagher é um irlandês maluco e lamentavelmente morreu de cirrose (o fígado derreteu em verdade...) mesmo assim, tem de fazer parte da discoteca básica de quem ama e aprecia não só o bom blended, mas o puro do Rock. Valeu Juninho!!!

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  2. O Bicudo apareceu...... nossa acho que é porque é dia das crianças. kkkkk

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  3. Olá sr. bikudo! Obrigado pelos comentários.

    E quando, vamos fazer uma matéria pro stock rock sobre sir Jura Zappa?...rssss Daquelas gavetas cheias de fita k7

    Abraços

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  4. Tâmo aí na área chefia...Se derrubá é penâlti. Como a Stock ´Rock S/A tem pagado apenas o cachê dos colunistas mais renomados (Rubinho, Sheman, Pinta) o meu ficou atrasado e por isso me entreguei a....Tsc, tsc...Melhor deixar prá lá, mas os caras do financeiro colocaram os atrasados em dia e logo mais mandarei novamente os "petardos"....
    Juninho precisamos juntar com os outros dois "cappo de tutti cappo" (Verméchio e Arná) e escrevermos uma a 8 mãos...Jura Zappa é brincadeira...A idéia é fantástica!
    Abraços

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